Quem nunca foi ao Festival de Parintins não tem ideia do que está perdendo. É uma das experiências mais intensas e únicas do Brasil — dois dias e meio de disputa entre os bois Garantido e Caprichoso, num bumbódromo que parece pequeno para a energia que acontece dentro dele.

A 59ª edição, que começa nesta sexta-feira, promete ser especial. Pela primeira vez, os dois bois terão apresentações simultâneas transmitidas ao vivo em alta definição para todo o país, numa parceria com uma plataforma de streaming.

O que muda este ano

Além da transmissão ao vivo, a edição de 2026 traz mudanças nas regras de pontuação que prometem tornar a disputa mais equilibrada. O item "levantador de toadas" — o cantor principal de cada boi — terá peso maior na avaliação, valorizando a música em relação à parte visual.

"Parintins é muito mais do que o espetáculo visual", diz o presidente da Associação do Boi Caprichoso, Jair Mendonça. "As toadas são a alma do festival. Faz sentido que elas tenham mais peso."

Impacto econômico

O festival movimenta cerca de R$ 120 milhões na economia local durante os três dias de evento. Hotéis de Manaus ficam lotados, e a rota de barcos entre as duas cidades opera em capacidade máxima. Para Parintins, cidade de 115 mil habitantes, é o evento que define o calendário do ano.